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Apenas 5 por cento das empresas do Brasil escalam projetos de IA

Pesquisa revela gargalos em dados enquanto o Senac tenta preparar a mão de obra feminina para um mercado em transformação.

Apenas 5,2% das empresas brasileiras levam projetos de inteligência artificial do piloto para a operação escalada, segundo levantamento da Jitterbit. O dado expõe a distância entre o anúncio de novas tecnologias e a realidade das operações corporativas no país. Enquanto o mercado repercute lançamentos como o GPT-5.6, empresas falham em gerar valor com a ferramenta.

O rombo financeiro é global. O estudo The GenAI Divide, do MIT e da iniciativa NANDA, indica que 95% dos projetos de IA generativa não entregam retorno mensurável. As perdas estimadas ficam entre US$ 30 bilhões e US$ 40 bilhões. O Gartner reforça o viés pessimista e projeta que 60% das iniciativas serão abandonadas até o final de 2026. A consultoria aponta que 63% das organizações sequer têm dados organizados para alimentar esses sistemas.

Falta mão de obra qualificada e estrutura interna. Renato Asse, fundador do ibe.IA, escola que capacitou mais de 25 mil alunos, afirma que a troca frequente de modelos não resolve o problema. Para o especialista, a IA apenas potencializa processos que já são organizados, sem criar gestão onde ela não existe.

Na outra ponta da qualificação profissional, o Senac tenta preencher a lacuna de capacitação. A instituição registrou 65,45% de matrículas femininas em 2025, de acordo com seu Relatório Geral. O público feminino também garantiu 67,23% das vagas do Programa Senac de Gratuidade no período.

As alunas do Senac atingiram taxa de aprovação de 73,1%, superando a média nacional de 72,3%. A instituição apoia essas formações em iniciativas como o projeto Multitude Edu e ações regionais como o Impacta Mulher, no Acre, e o Projeto Laudelina, em Minas Gerais. O avanço feminino na qualificação técnica contrapõe o cenário corporativo, que ainda patina na gestão básica de dados.

Nem o relatório do Senac nem as pesquisas de mercado deixam claro quantas dessas alunas ingressam diretamente em cargos de arquitetura de dados ou automação avançada. O gargalo técnico do mercado persiste: treinar a base é um passo necessário, mas não garante que as empresas saberão estruturar seus processos internos para evitar o descarte massivo de projetos previsto para 2026.

Fontes

Este texto foi escrito a partir das fontes acima e revisado antes de publicar. Os números e as datas vêm delas.

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