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Google adia Gemini 3.5 Pro por falhas em código e pressiona papéis da Alphabet

Tentativa de superar Anthropic e OpenAI trava em testes internos e faz ações da holding recuarem 3,2%.

O Google acumulou meses de atraso na entrega do Gemini 3.5 Pro, seu modelo de inteligência artificial mais avançado, devido a dificuldades técnicas para aprimorar o desempenho da ferramenta em programação. No fim do mês passado, a equipe de desenvolvimento atualizou a base de dados de treinamento do sistema para tentar corrigir essa deficiência, mas os testes internos com os novos dados decepcionaram os executivos da empresa.

A frustração atinge dez atuais e ex-funcionários da companhia, entre engenheiros, pesquisadores e diretores que alertam para a perda de terreno frente aos concorrentes. OpenAI e Meta lançaram recentemente atualizações que ampliam a vantagem sobre o Google em geração de código. A repercussão do atraso fez as ações da Alphabet registrarem queda de até 3,2% em 16 de julho de 2026.

A lentidão no cronograma se deve ao acúmulo de camadas de validação e à necessidade de integrar o modelo a produtos como Busca, Maps e YouTube. Mercado e desenvolvedores esperavam o anúncio oficial do Gemini 3.5 Pro durante a conferência I/O realizada em maio de 2026, prazo que venceu sem a entrega da tecnologia.

Um porta-voz do Google declarou que a empresa está testando o Gemini 3.5 Pro e uma versão aprimorada do modelo Flash com parceiros homologados. A corporação defende que mantém lançamentos frequentes de modelos com foco na eficiência de custo para clientes corporativos, embora não tenha apresentado uma nova data oficial de lançamento para a versão Pro.

O atraso coincide com o aperto na fiscalização governamental sobre os sistemas de grande porte nos Estados Unidos. O Google confirmou que mantém conversas com reguladores norte-americanos sobre padrões de segurança e testes de capacidade, em movimento semelhante ao enfrentado pela Anthropic no início de 2026, quando a rival teve de suspender temporariamente seus modelos após testes internos detectarem riscos cibernéticos.

Fontes

Este texto foi escrito a partir das fontes acima e revisado antes de publicar. Os números e as datas vêm delas.

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